Eu faço o que eu quiser, o blog é meu!
Quando me refiro, ser independente estou me referindo a produções independentes, sejam elas, publicações, músicas, vídeos, peças teatrais, circos, espaços, enfim tudo que está relacionado a produzir arte de forma independente.
Há alguns anos venho acompanhando esse circuito que tanto me encanta e a cada dia sou surpreendida por conteúdo de qualidade e gente talentosa que tenho o prazer de conhecer, assumo que fui privilegiada nesse último mês (07/2008), presenciei alguns trabalhos memoráveis e que indico a todos. De forma inusitada fui presenteada com três trabalhos distintos, mas todos de qualidade ímpar, característica que me orgulha em morar em São Paulo e ter o prazer de vivenciar tais momentos que muitas vezes me emocionam, não simplesmente pelo fato de serem bons trabalhos, mas sim por ver o número crescente de artistas que estão saindo e mostrando para seu público seja ele direto ou indireto o seu trabalho sem ter vergonha ou medo.
Nosso país é extremamente carente de pessoas com atitudes livres e independentes e que dentro delas moram uma paixão pela arte, pelo belo, por expor seu trabalho e dessa forma poder transforma um pouco a vida de cada cidadão, pois o simples fato de se deparar com uma manifestação cultural, o individuo evolui, aprende e se desenvolve e é isso que me emociona e me faz acreditar em um país melhor e com pessoas conscientes, pois isso está faltando em nossa sociedade.
Depois desse texto não podia deixar de compartilhar minhas experiências e citar as pessoas ousadas e maravilhosas que conheci, não os conheço intimamente, mas posso dizer que admiro essa atitude e que eles realizam ótimos trabalhos, vou cita-los em ordem cronológica assim será mais divertido.
Em uma noite no simpático barzinho Píer Paulista, localizado na Joaquim Eugenio de Lima um rapaz cujo nome é Ricardo Carlaccio nos apresentou um pocket, com um título intrigante e umas ilustrações com traços fortes e marcantes, bom foi nesse momento que me interessei em comprar o livro, primeiro um rapaz jovem nos aborda em um bar e nos apresenta o seu trabalho, puxa achei essa atitude o máximo e se não bastasse fiquei curiosa em conhecer o seu trabalho “A última ficha na Jukebox”. O final todos já sabem adquiri o livro que por sinal foi super barato e me apaixonei pela história, um livro de leitura fácil, uma ficção bem interessante. Bom, posso dizer que foi um enorme prazer conhecer esse autor e sua obra.
Um outro belo trabalho que conheci em julho foi o Fanzine “Falsas Palavras Chinesas!” um trabalho que reúne ilustrações de vários artistas, tais como: Arthur d’Araujo idealizador do projeto, o grafiteiro Speto, Martin Draax, entre vários outros totalizando o trabalho de 21 artistas. E acabo de ser surpreendida com a notícia que sábado (09/08) o Fanzine foi apresentado para os argentinos. Fico orgulhosa em ter em minha casa essa seleção de obras que expressam temas inusitados de nosso cotidiano que compõem o Fanzine do d’Araujo.
Para finalizar o post que já está super extenso, dou a dica comento um pouco sobre o espetáculo “Liberdade” que está estava em cartaz no Espaço Pyndorama na Região de Perdizes, um espaço bem aconchegante e o espetáculo é bem legal, com um excelente texto baseado na obra de literária de Millor Fernandes e Flávio Rangel. Fui convidada pelo Gilberto Jr. que faz parte do elenco, vale a pena ir, conferir e conhece os artistas e o espaço que é bem bacana que encerrou o espetáculo no último final de semana de Julho. Espero que o espaço cresça se torne referência, recebe cada vez mais talentosos artistas e que possibilite que a população tenha acesso a arte de qualidade.
Além desses exemplos que citei conheço infinitos artistas, espaços e projetos que pretendo expor aqui nesse espaço que serve também para democratizar cultura e conhecimento.
Só posso concluir parabenizando todos os artistas e desejando a eles muito sucesso e nos vemos em novos projetos. Podem contar comigo para difundir o trabalho de vocês.
Bjs e até o próximo.