Pelo quarto ano consecutivo eu estava lá no Memorial da América Latina, para prestigiar o maior festival internacional de animação do Brasil, o Anima Mundi, para não perder o costume estava muito frio, mas até então isso não é novidade, pois todos os anos enfrento o mesmo frio e já estou acostumada.

Estava acompanhada do meu lindo namorado Fernando (só para variar) e da minha prima Ra (estou desvendando o mundo cultural para a adolescente rebelde rsrsr), e de repente encontro um dos casais mais fofo da blogosfera Joana e Ariel (isso acontece todos os anos sempre encontro alguém) e todos nós na fila gigante e finalmente conseguimos comprar ingressos para a seção Panorama 4, a expectativa aumentou, pois não conhecia nenhum curta que estava na programação, mas de qualquer forma sempre vale a pena, pois o material do festival é sempre muito bom e de qualidade ímpar.

Antes do início da seção, precisávamos nos alimentar e ai começa o caos, sim, por que a fila do ingresso é normal e esperada pela quantidade de pessoas que estão no local, mas a ineficiência e a não praticidade de se alimentar no Anima Mundi, foi realmente um caos, filas intermináveis e se não bastasse o atendimento era muito ruim para não dizer péssimo. Perdemos dezenas de minutos para comermos um lanche que nem era muito bom e um salgado horrível, tanto esteticamente quanto saborosamente, aff, prometo que nunca mais comerei no Uno & Due, eles não tem menor expertise para participar de evento e obviamente isso refletiu em um péssimo atendimento, mas enfim o objetivo não era ir lá para comer e sim para prestigiar o festival e claro os filmes.

Fomos para uma salinha menor com cadeiras desconfortáveis e se inicia nossa seção de curtas e fui surpreendida a cada filme, o material maravilhoso, os roteiros super elaborados, trilha sonora perfeita e a animações não podiam deixar de serem excelentes, confesso que eu adorei a seção Panorama 4, de muito bom gosto, como quase tudo no festival!

Bom agora vou falar, ou melhor escrever um pouco sobre cada curta, só para deixa-los com água na boca. O ano que vem tem mais e com certeza estarei lá!

- Zé Pimpão, o Acelera – Curta de Portugal autor André Letria, tem tudo a ver com o momento que estamos vivendo Lei Seca, vale a pena assistir.

- Charovaniy Zaporozhets, curta ucraniano da Nataliya Marchenkova que reproduz uma lenda sobre as sereias, muito fofo.

- Wally Warning ‘No Monkey’, curta alemão de Harry Flosser, super divertido e a trilha é muito gostosa, esse filme é contra workaholic, um máximo.

- A Um Segundo do Meu Fim, curta brasileiro feito para o clipe da banda vírus (não conheço), o filme é bem elaborado e super divertido.

- Luke - Terre Ferme, curta francês cujo a autora é Laurie Thinot, mais um vídeo clipe para uma banda que também é da França, música muito boa e o vídeo é intrigante, tenho medo de pular no abismo rsrs.

- Maybe , curta do Canadá do Sam Chou, muito interessante esse filme, que retrata o porque sentimos tanto medo. Tem uma mensagem muito linda.

- Ephemeral, curta australiano de Tony Radevski e Jongsu Oh esse filme foi bárbaro e claro a “coca-cola” sempre tem que fazer parte dessas coisas inesquecíveis.

- 27 years, curta da Suíça do R. Mond, confesso esse foi o mais chato de todos, mas enfim vale a pena pela experiência.

- Emily Winter, curta austríaco de Manu Molin, essa boneca é muito esperta e inteligente, em algumas cenas eu me recordava de momentos da infância rsrsrs.

- It, God, curta do Reino Unido do Michael Zauner, esse texto foi o melhor, uma crítica sobre religião muito boa, há tempos não vejo críticas tão inteligentes e ousadas.

Bjs e até o próximo.